| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | M. ruficauda |
Espécie endêmica do Brasil. O formigueiro-de-cauda-ruiva é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) murmos = formiga; e de derö = destruidor de; e do (latim) rufus = vermelho, avermelhado, castanho; e de cauda = cauda. ⇒ Destruidor de formigas com cauda castanha ou destruidor de formigas com cauda vermelha.
Mede entre 14 e 15 centímetros de comprimento.
Pelo padrão da plumagem, recorda certos pássaros do gênero Drymophila. Macho tem garganta preta; a coroa e a porção superior das costas com plumagem de coloração preta com as bordas das penas de coloração cinza claro dando uma aparência escamada. O peito e a porção superior do ventre apresentam plumagem com belo efeito escamado. Ventre inferior, crisso e infra-caudais de coloração marrom acastanhada. As asas apresentam duas distintas barras alares de coloração preta com o gume das penas de coloração branco-pardacento. As penas rêmiges são marrons. O uropígio e a cauda são de coloração castanha.
Bico e olhos escuros. Tarsos e pés rosados.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(Piacentini et al., 2015).
Os casais vasculham a serrapilheira à procura de artrópodes como insetos e aranhas e, aparentemente, não segue bandos mistos. Locomove-se pelo chão caminhando entre os arbustos, galhos e folhas secas. Podem ser observados forrageando.
Apresentam ninhos formados por uma plataforma de folhas secas e pequenos gravetos apoiados diretamente sobre o solo. Tal apoio serve de suporte para uma taça forrada com folhas secas e finas fibras (Buzzeti; Mazar Barnett, 2003).
Ocorre na Mata Atlântica, geralmente abaixo de 700 metros de altitude e, muito raramente, atinge os 950 metros de altitude. Costuma frequentar os estratos mais baixos da floresta, tendo preferência por emaranhados de galhos, cipós, lianas e trepadeiras. Grande probabilidade de ser encontrado próximo a grandes formigueiros pois, costuma seguir formigas de correição para alimentar-se (Sick, 1997). Vocaliza bastante durante o dia todo em mata fechada e sombreada, o que o torna uma ave relativamente fácil de ser detectada por observadores.
Endêmico do Brasil ocorre em Pernambuco, Alagoas,Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: